sábado, 19 de abril de 2014

Algo em comum




A brisa que te toca a face
é a mesma que me envolve em solidão
é a própria que divaga em cada parte
desse pobre e singelo coração

Brisa infinita de um breve passado
de tempos moldados à nossa maneira
de olhares perdidos, de beijos achados
do nosso romance, nossa brincadeira
de quando eu achava que o nosso laço
seria o detalhe de uma vida inteira

E essa frívola brisa que hoje te abraça
é a mesma que revira minha dor na madrugada
é a própria que me traz os sorrisos e os afagos
que antes eram a mim direcionados
é o que me faz não conseguir te esquecer

Um sentir além do sentimento
é o que me resta dessa noite de alento

Perpetuo a vontade, o imenso desejo
e te vejo indo embora com a brisa que passa.



- Rodrigo Alves de Macedo






terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ALMA




Gosto dos teus devaneios e dos atos imperfeitos
Gosto da verdade colorida estampada na tua cara
Esse jeito bem-me-quer que deixa a vida mais viva
Essa paixão pelo mar que deixa a rima mais rara

O nosso amor se define
O nosso amar se compara

É um poço de loucuras
É um rio de águas brandas que no oceano deságua
O meu cárcere perfeito de mais perfeitas palavras
É uma música no tom
Uma essência de sorriso impregnada na alma.

É o céu dos imperfeitos
É o peso das muralhas
É a terra em movimento
É um sino que badala

O nosso amor se define
Nosso sentimento fala

É a arte que nos move

É a água que nos banha

É algo que me agrada

Alma.




- Rodrigo Alves de Macedo_Pensamentos Exilados

domingo, 19 de janeiro de 2014

Suando


Eu já nem sei mais...
Minh'alma se fragmentou por cima dos meus versos, da cidade, da saudade
A fala se tornou gelada, a rima se tornou mais fraca
Uma garra desgarrada de um momento de outrora
Uma alegria contida, espremida na discórdia
Foram coisas mal faladas
Foram mil apunhaladas
Falta de misericórdia

Meus cigarros mal contados são quem ditam a parada
O meu café meio-amargo é quem lida com a resposta

Eu, Já nem sei mais...

- Rodrigo Alves de Macedo _ Pensamentos Exilados

sábado, 7 de dezembro de 2013

Liberdade


Vamos deixar a vida fluir
Vamos deixar o sorriso brotar
Vamos cantar aquela canção que diz:
"Deixa o mundo se acabar, hoje eu quero é ser feliz!"

Rodrigo Alves de Macedo_Pensamentos Exilados

domingo, 27 de outubro de 2013

Eu te estranho y te extraño



Até quando devaneios por motivo irrelevante?
Até quando a ausência de um motivo inerente?
Quantas vezes foram as que eu te vi contente
Contentado só por meio de um entender somente?

Eu não faço pouco caso das tuas meias palavras
Eu nem gosto de gritar pra meio mundo de gente
Só um pouco me cansei do vocabulário gasto
Só pirei um tanto quanto com teu modo descontente

Não me assaltes ou me fales com palavras pouco ardentes
E tão pouco me discurses que não sei nada que falo
Eu costumo ser sucinto pra fazer o meu rimado
E vociferar não muda significado

Esse tom da minha voz é um clamor de paixão
É um grito desgarrado
De um ser estagnado na vontade de viver
Paciência esgotada
Por mazelas da bagagem que insististe em trazer

Vou seguir a minha estrada
Eu carregarei meu fardo
Por esse caminho insano
Tirarei os meus sapatos...
Surreal felicidade:

Adormecer disfarçado
Só por hoje descansado
Sem minha dignidade
Mergulhado na saudade
De estar longe de você.

Rodrigo Alves de Macedo_Pensamentos Exilados

sábado, 12 de outubro de 2013

Eu Sempre Quis Viver Assim


Fui teu... 
Ardentemente aprofundado na vontade de viver assim, de amor, como eu sempre quis
Perdidamente enaltecido pelo teu carinho-em-gesto 
Pelo teu jeito modesto 
Por um sorriso completo

Você foi mais que uma rima 

Você foi mais que um verso 
Meu poema predileto 
Meu momento de calor

Eu sempre quis perder o gris 

Eu sempre quis ganhar color 
Eu sempre quis amar sem fin
Eu sempre quis viver assim, de amor
Eu sempre quis isso pra mim...



Te amo

Rodrigo Alves de Macedo_Pensamentos Exilados

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Rima, Rabisco e Ditado



Se falar de amor, eu choro
De paixão, eu me derreto
De vontade, eu imploro
De saudade, eu padeço

Pra mim não é nada fácil
Começar um recomeço
Pra mim é um esculacho
Obsecrar teu apreço

Se me impões, eu te retruco
Me domar, eu não te deixo!
Mas não sou bicho do mato 
Um sorriso eu obedeço

E se falas mal falado
Eu fabrico o meu rimado
Eu rabisco teu ditado
Mando pro teu endereço!

Sou o palhaço-poeta
Sou o poeta-palhaço
Sou a rima em largo passo
Sou milagre ao avesso!

Sou suingue de batuque
Eu sou de baque virado
Sou axé, samba e frevo
Sou poeta, sou danado!

Rodrigo Alves de Macedo_Pensamentos Exilados